Com o crescente aumento da obesidade, cuja prevalência triplicou em muitos países da Europa desde os anos oitenta, levou a OMS a organizar uma Conferência Ministerial Europeia de combate à obesidade, com o objectivo de facilitar uma acção concertada, tanto da sociedade civil como dos governos, no combate a esta epidemia.
A conferência teve lugar em Istambul, em Novembro de 2006, e dela resultou a adopção da Carta Europeia de Combate à Obesidade (European Charter on Counteracting Obesity), por todos os Estados-Membros.
O objectivo da carta é claramente identificado: "Um progresso visível, sobretudo no que respeita a crianças e adolescentes, deve ser atingido, na maioria dos países, nos próximos 4-5 anos e deve ser possível reverter a tendência, no máximo até 2015”
As áreas chave de acção apontadas incluem:
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Redução da pressão publicitária (marketing), em particular a direccionada a crianças;
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Promoção do aleitamento materno;
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Redução do teor de açúcar (em especial adicionado), gordura e sal nos alimentos processados;
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Rotulagem nutricional adequada;
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Promoção da actividade física (andar a pé e de bicicleta) através de melhores designs urbanos e políticas de transportes.
O foco está, portanto, na alimentação e na actividade física, sendo considerado que as políticas nacionais devem encorajar e providenciar oportunidades para aumentar a actividade física e melhorar a disponibilidade e acessibilidade a alimentos saudáveis.